{"id":1646,"date":"2024-01-15T13:46:00","date_gmt":"2024-01-15T13:46:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.luxurymarketreview.com\/?p=1646"},"modified":"2024-10-21T13:54:55","modified_gmt":"2024-10-21T13:54:55","slug":"por-que-utilizar-a-luz-amarela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.luxurymarketreview.com\/fr\/2024\/01\/15\/por-que-utilizar-a-luz-amarela\/","title":{"rendered":"Pourquoi utiliser une lumi\u00e8re amarela ?"},"content":{"rendered":"<p><strong>Versando sobre os limites previstos para a temperatura cor correlata das fontes destinadas \u00e0 Ilumina\u00e7\u00e3o P\u00fablica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por Silvia Maria Carneiro de Campos<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante ao p\u00fablico conhecer os processos que tangem a nossa participa\u00e7\u00e3o na sociedade. A ABNT (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Normas T\u00e9cnicas) \u00e9 um foro livre, qualquer pessoa pode participar e contribuir com suas argumenta\u00e7\u00f5es no corpo t\u00e9cnico, mas \u00e9 necess\u00e1rio apresentar dados.<\/p>\n\n\n\n<p>A revis\u00e3o da Norma de Ilumina\u00e7\u00e3o P\u00fablica NBR 5101 vem acontecendo desde 2017 e venho contribuindo decisivamente na apresenta\u00e7\u00e3o de materiais cient\u00edficos relacionados \u00e0 polui\u00e7\u00e3o luminosa, inclusive, no \u00e2mbito de minhas pesquisas que j\u00e1 foram anteriormente publicadas na Revista Lume.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Polui\u00e7\u00e3o luminosa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Neste per\u00edodo, acabei me tornando membro do Comit\u00ea Internacional da Dark Sky Association, e tamb\u00e9m fa\u00e7o parte do grupo de Defensores do C\u00e9u escuro na Associa\u00e7\u00e3o Dark Sky. A participa\u00e7\u00e3o \u00e9 volunt\u00e1ria e aqui no Brasil mantemos um canal educativo no YouTube sobre os impactos negativos da polui\u00e7\u00e3o luminosa em diferentes circunst\u00e2ncias.<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiramente, cabe informar que a Comiss\u00e3o T\u00e9cnica de Estudos da ABNT tem se empenhado em programar a\u00e7\u00f5es alinhadas com boas pr\u00e1ticas regulat\u00f3rias adotadas mundialmente. Destacamos a ado\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas para a mitiga\u00e7\u00e3o dos danos causados pela polui\u00e7\u00e3o luminosa em in\u00fameros pa\u00edses, tais quais Austr\u00e1lia, \u00c1ustria, B\u00e9lgica, Bulg\u00e1ria, Canad\u00e1, Chile, Chipre, Nova Zel\u00e2ndia, Cro\u00e1cia, Rep\u00fablica Tcheca, Dinamarca, Est\u00f4nia, Finl\u00e2ndia, Fran\u00e7a, Alemanha, Gr\u00e9cia, Hungria, Isl\u00e2ndia, Irlanda, It\u00e1lia, Let\u00f4nia, Liechtenstein, Litu\u00e2nia, Luxemburgo, Malta, Holanda, Noruega, Pol\u00f4nia, Rom\u00eania, Eslov\u00e1quia, Eslov\u00eania, Espanha, Su\u00e9cia, Su\u00ed\u00e7a e Reino Unido.<\/p>\n\n\n\n<p>A polui\u00e7\u00e3o luminosa est\u00e1 na agenda da ISO 26000 e tamb\u00e9m nas diretrizes das Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas que aborda junto com outros impulsionadores de mudan\u00e7as globais, incluindo outras formas de polui\u00e7\u00e3o, mudan\u00e7as do clima e mudan\u00e7as no uso da terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Documentos relacionados \u00e0s diretrizes recomendadas pela uni\u00e3o europeia aos pa\u00edses que j\u00e1 contemplam as pol\u00edticas p\u00fablicas para a mitiga\u00e7\u00e3o de danos causados pela polui\u00e7\u00e3o luminosa, tratada na literatura internacional como ALAN (Artificial Light at Night), s\u00e3o: reduzir os impactos da luz artificial \u00e0 noite em animais selvagens, bem como recomenda\u00e7\u00f5es para adaptar o projeto de ilumina\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Recomenda\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para determinados setores:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Evitar estritamente a luz artificial \u00e0 noite, onde e quando poss\u00edvel.<\/li>\n\n\n\n<li>Instalar ilumina\u00e7\u00e3o artificial apenas onde for necess\u00e1rio e onde tenha fun\u00e7\u00e3o espec\u00edfica e prop\u00f3sito definido por raz\u00f5es de seguran\u00e7a.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Usar o n\u00famero m\u00ednimo de intensidade de luzes para atender aos objetivos de ilumina\u00e7\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li>Desligar as luzes quando n\u00e3o forem necess\u00e1rias (use tecnologia inteligente).<\/li>\n\n\n\n<li>Minimizar o ofuscamento (BUG).<\/li>\n\n\n\n<li>Reduzir o brilho do c\u00e9u.<\/li>\n\n\n\n<li>Reduzir e evitar a luz intrusiva nas janelas residenciais.<\/li>\n\n\n\n<li>Eliminar a ilumina\u00e7\u00e3o de fachada (tamb\u00e9m conhecida como embelezamento urbano ou ilumina\u00e7\u00e3o decorativa).<\/li>\n\n\n\n<li>Utilizar o m\u00ednimo absoluto de ilumina\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas de patrim\u00f4nio natural.<\/li>\n\n\n\n<li>Auditar edif\u00edcios existentes, postes de ilumina\u00e7\u00e3o etc., e realizar retrofits para resolver problemas com ilumina\u00e7\u00e3o desnecess\u00e1rios sempre que for poss\u00edvel.<\/li>\n\n\n\n<li>Fazer Avalia\u00e7\u00e3o de Impacto Ambiental (EIA) formal para os efeitos da polui\u00e7\u00e3o luminosa na vida selvagem local como parte do processo de planejamento para novos empreendimentos ou quando instala\u00e7\u00f5es existentes est\u00e3o sendo adaptadas.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 Temperatura de Cor Correlata (TCC) e intensidades da luz:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Usar o n\u00edvel de luz mais baixo necess\u00e1rio.<\/li>\n\n\n\n<li>Usar luzes de cores mais quentes (limitando o comprimento de onda mais curto da luz ultravioleta e luz azul).<\/li>\n\n\n\n<li>Usar lumin\u00e1rias com uma temperatura de cor correlata abaixo de 2200K.<\/li>\n\n\n\n<li>Se for necess\u00e1ria luz branca, use LEDs brancos quentes (&lt;2700K).<\/li>\n\n\n\n<li>Minimize as emiss\u00f5es de luz azul ou UV (abaixo de 500 nm).<\/li>\n\n\n\n<li>Proteja as superf\u00edcies emissoras de luz da vis\u00e3o direta, blindagem (fullcutoff).<\/li>\n\n\n\n<li>Use lumin\u00e1rias totalmente blindadas com aparas de luz externas, incluindo postes de luz e luzes externas de edif\u00edcios, de modo que nenhuma luz ascendente seja emitida.<\/li>\n\n\n\n<li>Instale blindagens nas luzes existentes.<\/li>\n\n\n\n<li>Proteja as superf\u00edcies adjacentes, se necess\u00e1rio, para evitar que reflexos excessivos da luz adicionem brilho no c\u00e9u.<\/li>\n\n\n\n<li>Recue as luzes externas nos beirais do telhado.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Referente \u00e0 dire\u00e7\u00e3o da luz:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Elimine a luz direta para cima.<\/li>\n\n\n\n<li>Monte as lumin\u00e1rias voltadas ao solo.<\/li>\n\n\n\n<li>Use lumin\u00e1rias com uma porcentagem de emiss\u00e3o do hemisf\u00e9rio superior abaixo de 0,2% (de prefer\u00eancia 0%) e se certifique de evitar direcionar a luz na linha do horizonte.<\/li>\n\n\n\n<li>Considere as propriedades reflexivas do ambiente receptor na montagem das fontes de luz.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o da luz:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Considere a localiza\u00e7\u00e3o de lumin\u00e1rias externas o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel do ch\u00e3o, levando em considera\u00e7\u00e3o o derramamento de luz intrusa.<\/li>\n\n\n\n<li>N\u00e3o coloque lumin\u00e1rias longe da \u00e1rea a ser iluminada.<\/li>\n\n\n\n<li>Minimize a proje\u00e7\u00e3o de luz al\u00e9m da zona \u00fatil.<\/li>\n\n\n\n<li>Evite o derramamento de luz al\u00e9m da linha da propriedade.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Temperatura de cor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pela regulamenta\u00e7\u00e3o atual, considera-se luz branca aquela que possua TCC entre 2700K a 6500K, portanto, 2700K \u00e9 luz branca, e foi estabelecido em consenso pela comiss\u00e3o de estudos da ABNT como o limite de TCC a ser instalado no espa\u00e7o noturno \u00e0 noite para iniciarmos um processo de mitiga\u00e7\u00e3o de danos causados pela polui\u00e7\u00e3o luminosa ao ser humano e ao meio ambiente<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos engenheiros de aplica\u00e7\u00e3o de projetos de ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica atualmente afirmam que \u00e9 necess\u00e1rio mimetizar o uso de luz artificial \u00e0 noite na faixa da \u201cluz solar\u201d em 5500K. No entanto, \u00e9 importante destacar dados cient\u00edficos e estat\u00edsticos sobre o assunto, por exemplo, quanto aos hor\u00e1rios relativos aos acidentes de tr\u00e2nsito. Caso a faixa da temperatura de cor da luz em 5500K fosse um fator de redu\u00e7\u00e3o de acidentes, n\u00e3o ter\u00edamos estatisticamente mais acidentes de tr\u00e2nsito durante o dia, como podemos observar na Figura 1.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 1<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXflO_vwmn-6YQlH9cK4t5-OzyTEyW5hAjXJZRG0HSTfrn38O4ymf4DFSnZ5kWuBTVPbnCz7mxUKu2mrrnVBu6_D2e0xkIz4SvPoFtULfq08Xi3FJKJZ0ZlE2v0mkRK9v0CukoFuKCvNwk4_d91eJ4gi2ltjg7foHsy9baUKrw?key=zBJm5tolDj_SotYx7UXBTA\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Fonte: URBES Tr\u00e2nsito e transportes.&nbsp; Dados Estat\u00edsticos Sobre Acidentes de Tr\u00e2nsito em Sorocaba de 2008 a 2010.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 preciso esclarecer que a luz do dia sofre altera\u00e7\u00f5es em TCC. Com base nos dados do estudo de Frederico de Moura Carneiro, consultor Legislativo da \u00c1rea XIII de Desenvolvimento Urbano, Tr\u00e2nsito e Transportes, sobre \u201cEstat\u00edsticas de Acidentes de Tr\u00e2nsito Ocorridos entre 2016 e 2018, com Foco no N\u00famero de Mortes e Faixa Et\u00e1ria das V\u00edtimas\u201d, foi identificado que as maiores v\u00edtimas do tr\u00e2nsito s\u00e3o pedestres, ciclistas e condutores de motocicletas, conforme podemos observar na Figura 2, fato relevante para a ado\u00e7\u00e3o de obrigatoriedade na ilumina\u00e7\u00e3o positiva nas faixas de pedestres aplicada na nova vers\u00e3o da norma 5101. \u00c9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m prever a melhora da ilumina\u00e7\u00e3o das chamadas zonas de conflito, onde h\u00e1 pedestres e ciclistas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 2<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXePaO18cSUioB0Ck5Ab_mLChYDuVBB9xIwi4ar7vhk8VCUBTztJ9H2VFmmD8SByg2Ew1QV0gAlzmL671WZl0qxr91qz5EJUg_6rj6xp_u7mrbY4pOVM1yHxsM_7EK0AjieA07uvXF4s3JJbOyTglyhCqPh2LQf-CkU7QewmFA?key=zBJm5tolDj_SotYx7UXBTA\" width=\"567\" height=\"393\">Fonte: \u201cEstat\u00edsticas de Acidentes de Tr\u00e2nsito Ocorridos entre 2016 e 2018, com Foco no N\u00famero de Mortes e Faixa Et\u00e1ria das V\u00edtimas\u201d, de Frederico de Moura Carneiro<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m podemos observar neste mesmo estudo do Senhor Frederico de Moura Carneiro e em muitos outros dispon\u00edveis para a organiza\u00e7\u00e3o de dados estat\u00edsticos no pa\u00eds que a ilumina\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a grande respons\u00e1vel pelos acidentes de tr\u00e2nsito nas cidades, e sim a ingest\u00e3o de bebidas alco\u00f3licas e imprud\u00eancia dos motoristas. O uso de telefone celular ao volante tamb\u00e9m \u00e9 um grande fator de acidentes. (Figura 3)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 3<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXfAmn7Xf1XMju55nplehevbnqDwVGeDAuhXxmZ2UhfQeG3HXk3NPvpOADWXcBEq25UlGkOdvjXgd2Mgi_I8A6C7jqUnJWIHWaIjtScvWfq4Kgi3Ts7LKpjGko7Zr80b3qdsIcZMYilDd23x3j9YhA60FXMsBKjaCa_tylR9vA?key=zBJm5tolDj_SotYx7UXBTA\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Fonte: \u201cEstat\u00edsticas de Acidentes de Tr\u00e2nsito Ocorridos entre 2016 e 2018, com Foco no N\u00famero de Mortes e Faixa Et\u00e1ria das V\u00edtimas\u201d, de Frederico de Moura Carneiro<\/p>\n\n\n\n<p>A varia\u00e7\u00e3o da temperatura de cor da luz \u00e9 fato notoriamente reconhecido entre os profissionais da ilumina\u00e7\u00e3o (Figura 4). Sabe-se tamb\u00e9m que o per\u00edodo que compreende o sol a pino, com 5500K, \u00e9 um hor\u00e1rio n\u00e3o recomendado \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o direta por se tratar de uma luz muito agressiva. Recomenta-se evitar a luz do sol entre 10h e 15h.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 4<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXdYyUOTjaca1aala4eWJievc9uNJUStzKd6adGRZbruRxDiwkMNOn89UeBNuGuNROzVANkGuxXBKZ2oWeq9bbUeJeZj3bgD4i9GR4zrOFr42-80KInpnbcPw3FfG2VufikIqCsGVmtBOthVopGWewiCDx3TCi0F5aZr7dAv?key=zBJm5tolDj_SotYx7UXBTA\" width=\"567\" height=\"274\">Fonte adaptada: Silvia Carneiro 2023<\/p>\n\n\n\n<p>Li ao menos 34 estudos a respeito dos benef\u00edcios da luz amarela ou \u00f3culos com filtros amarelos para motoristas durante uso noturno, chuva e eventos sazonais com neblina, e consideramos esse ponto na comiss\u00e3o t\u00e9cnica da ABNT. Inclusive, oftalmologistas recomendam \u00f3culos com filtros de luz azul para maior conforto visual das pessoas, pois suas lentes s\u00e3o amarelas ou \u00e2mbar.&nbsp; Portanto, a escolha de luz na temperatura de cor da luz na faixa de 1800K a 2200K \u00e9 mais adequada \u00e0 vis\u00e3o humana.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Impacto da luz na sa\u00fade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Precisamos tamb\u00e9m entender o contexto que a luz artificial branca causa nas esp\u00e9cies diurnas. Existem fotorreceptores nos olhos n\u00e3o visuais conhecidos no ser humano como melanopsina, que est\u00e1 presente em todos os seres vivos do planeta, calibrado em aproximadamente 480nm, que \u00e9 o espectro azul da luz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma grande preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 com o mosquito Aedes Aegypti, que na presen\u00e7a da luz artificial \u00e0 noite com a composi\u00e7\u00e3o branca acima de 2200K entende que \u00e9 dia, e continua a picar;<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo \u201cArtificial Light at Night Increases Aedes aegypti Mosquito Biting Behavior with Implications for Arboviral Disease Transmission\u201d, realizado pelos pesquisadores Samuel S. C. Rund, Laura F. Labb, Owen M. Benefiel, and Giles E. Duffield, do Department of Biological Sciences e do Eck Institute for Global Health, ambos da University of Notre Dame, apontou que a exposi\u00e7\u00e3o desses insetos \u00e0 ALAN aumenta o comportamento noturno de alimenta\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esta descoberta destaca que a polui\u00e7\u00e3o luminosa pode estar afetando a transmiss\u00e3o de arboviroses, como dengue, febre amarela, chikungunya e zika, e tem implica\u00e7\u00f5es para a aplica\u00e7\u00e3o de contramedidas para o controle do mosquito vetor. S\u00e3o quest\u00f5es relevantes inclusive ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade por impactarem o Sistema \u00danico de Sa\u00fade Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>As arboviroses t\u00eam aumentado em demasia no Brasil. Segundo dados da Anvisa, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, os casos tiveram um aumento de 162,5% em 2023 na compara\u00e7\u00e3o com o ano de 2021. Pode-se dizer que provavelmente esse crescimento est\u00e1 relacionado \u00e0 troca da ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica das cidades \u2013 antes, com vapor de s\u00f3dio \u00e2mbar \u2013 para a temperatura de cor de 4000K e 5500K. Vale muito aos interessados estudar a literatura relacionada e tamb\u00e9m os artigos do Professor Alessandro Barghini.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de revis\u00e3o da Norma t\u00e9cnica da ABNT recebeu a consultoria de diversos pesquisadores brasileiros e suas contribui\u00e7\u00f5es sobre os impactos da luz artificial, entre eles: a Professora Dra. Regina Markus Pekelmann, da Universidade de S\u00e3o Paulo, premiada pela ONU; a Prof. Dra. Betina Martau, da Universidade Federal de Porto Alegre; o Prof. Dr. Ruy Soares, da Universidade de S\u00e3o Paulo; o Prof. Dr. Alessandro Barghini; al\u00e9m de outras in\u00fameras contribui\u00e7\u00f5es de convidados do Projeto Tamar, ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade) e LNA (Laborat\u00f3rio Nacional de Astrof\u00edsica).<\/p>\n\n\n\n<p>Os organismos evolu\u00edram sob condi\u00e7\u00f5es de luz consistentes, que incluem dia e noite, os ciclos claros e os ciclos escuros, conhecidos como ritmos circadianos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A luz natural \u00e9 utilizada pela vida selvagem como um recurso e para obter informa\u00e7\u00f5es espaciais e temporais sobre seu ambiente. A luz \u00e9 usada para permitir a vis\u00e3o, por exemplo, para forragear, enquanto a escurid\u00e3o pode ser usada para fornecer seguran\u00e7a, portanto o uso da luz artificial afasta diversas esp\u00e9cies e impacta a biodiversidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A luz e a escurid\u00e3o da noite s\u00e3o respons\u00e1veis por ativar mecanismos essenciais para regular a fisiologia humana e animal, a produ\u00e7\u00e3o hormonal, metabolismo, secre\u00e7\u00e3o de melatonina, imunocompet\u00eancia, crescimento e comportamento, incluindo a sincroniza\u00e7\u00e3o de rel\u00f3gios biol\u00f3gicos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Existe extensa literatura no assunto e eu poderia citar centenas, mas vou citar um artigo liderado pelo professor Martin Moore-Ede, Diretor do \u201cCircadian Light Research Center\u201d de Stoneham, EUA, publicado na Revista Frontiers \u201cLights should support circadian rhythms: evidence-based scientific consensus\u201d. Este artigo \u00e9 uma revis\u00e3o cuidadosa de 2.697 pesquisas sobre os impactos negativos da luz artificial, recomendo a leitura.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 cada vez mais reconhecido que a s\u00edntese e secre\u00e7\u00e3o hormonal \u00e9 relacionada ao ritmo circadiano, o que significa que a perturba\u00e7\u00e3o desses rel\u00f3gios internos levar\u00e1 a desequil\u00edbrios hormonais e outros problemas. Em sua revis\u00e3o recente, Falc\u00f3n et al. (2020) descrevem como: \u201c\u2026 a maioria das fun\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas dos organismos vivos \u00e9 controlada pelo rel\u00f3gio biol\u00f3gico. Esses rel\u00f3gios dependem absolutamente do ciclo de 24 horas com altern\u00e2ncia entre o claro e o escuro para sincronizar sua produ\u00e7\u00e3o hormonal atrav\u00e9s de processos bioqu\u00edmicos, fisiol\u00f3gicos e comportamentais para o bom funcionamento e sa\u00fade dos organismos vivos. Assim, alterar o ciclo natural de entre a luz do dia e a escurid\u00e3o da noite, n\u00e3o pode ser isento de consequ\u00eancias para os organismos\u201d. Animais diurnos, noturnos e crepusculares podem reagir de forma diferente \u00e0 ALAN.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando eu era crian\u00e7a, costumava brincar no canteiro de flores de minha m\u00e3e. Havia joaninhas, abelhas, grilos, minhocas, louva-deus e, ao cair da noite, apareciam os vagalumes, de voo lento, piscando suas luzes. Era poss\u00edvel observar as estrelas no c\u00e9u; lembro-me de localizar as Tr\u00eas Marias e o Cruzeiro do Sul.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de 50 anos, a urbaniza\u00e7\u00e3o de \u00e1reas ricas em biodiversidade traz consequ\u00eancias negativas para in\u00fameras esp\u00e9cies, uma vez que aumento da luz artificial \u00e0 noite tem impacto negativo nas esp\u00e9cies noturnas e aumenta o tipo de vig\u00edlia das esp\u00e9cies diurnas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio de um processo conhecido como fotoperiodismo, a dura\u00e7\u00e3o do dia funciona como uma sugest\u00e3o para muitos animais, indicando a migra\u00e7\u00e3o e a \u00e9poca para reprodu\u00e7\u00e3o, que precisa ocorrer em momento apropriado. As interfer\u00eancias causadas pela luz artificial \u00e0 noite podem, portanto, afetar comportamentos devastadores nas esp\u00e9cies (Longcore e Rich, 2004). A dura\u00e7\u00e3o da noite e o luar podem afetar os padr\u00f5es de sono das esp\u00e9cies diurnas. (van Hasselt et al., 2021). Por exemplo, as redu\u00e7\u00f5es do sono (NREM) causadas naturalmente por noites mais curtas e luar tamb\u00e9m podem ser desencadeadas no uso da luz artificial \u00e0 noite e, portanto, a priva\u00e7\u00e3o do sono pode ser um potencial impacto da polui\u00e7\u00e3o luminosa, particularmente para esp\u00e9cies diurnas, inclusive os processos reprodutivos podem ser interrompidos pela luz artificial \u00e0 noite.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma metan\u00e1lise publicada recentemente sobre as consequ\u00eancias biol\u00f3gicas da ALAN concluiu que \u201cciclos de luz natural est\u00e3o sendo corro\u00eddos em grandes \u00e1reas do globo\u201d e que isso induz forte resposta fisiol\u00f3gica, modificando padr\u00f5es de atividades di\u00e1rias e reprodutivas, com \u201crespostas especialmente importantes em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis de produ\u00e7\u00e3o hormonais, o in\u00edcio da atividade di\u00e1ria em esp\u00e9cies diurnas e caracter\u00edsticas da reprodu\u00e7\u00e3o, como o n\u00famero de descendentes, preda\u00e7\u00e3o e cogni\u00e7\u00e3o\u201d (Sanders et al., 2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisas futuras precisam considerar como a luz artificial \u00e0 noite afeta a biodiversidade, incluindo gen\u00f3tipos, comunidades, ecossistemas e paisagens.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Silvia Maria Carneiro de Campos<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Arquiteta com p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Ilumina\u00e7\u00e3o, MBA Master em Arquitetura e Ilumina\u00e7\u00e3o, Lighting Designer S\u00eanior na IRIS Luminot\u00e9cnica, pesquisadora, professora e membro da Internacional Dark Sky Association.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Falc\u00f3n Jack, Torriglia Alicia, Attia Dina, Vi\u00e9not Fran\u00e7oise, Gronfier Claude, Behar-Cohen Francine, Martinsons Christophe, Hicks David \u201cExposure to Artificial Light at Night and the Consequences for Flora, Fauna, and Ecosystems\u201d Frontiers in Neuroscience &#8211; V14: 2020 DOI=10.3389\/fnins.2020.602796&nbsp; &nbsp; URL=https:\/\/www.frontiersin.org\/articles\/10.3389\/fnins.2020.602796&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Travis Longcore and Catherine Rich Ecological light pollution Frontiers in Ecology and the Environment Volume 2, Issue 4May 2004 Pages171-224&nbsp; https:\/\/doi.org\/10.1890\/1540-9295(2004)002[0191:ELP]2.0.CO;<\/p>\n\n\n\n<p>Moore-Ede M, Blask DE, Cain SW, Heitmann A and Nelson RJ (2023), Lights should support circadian rhythms: evidence-based scientific consensus. Front. Photonics 4:1272934. doi: 10.3389\/fphot.2023.1272934<\/p>\n\n\n\n<p>Sanders, D., Frago, E., Kehoe, R.&nbsp;et al.&nbsp;A meta-analysis of biological impacts of artificial light at night.&nbsp;Nat Ecol Evol&nbsp;5, 74\u201381 (2021). <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1038\/s41559-020-01322-x\">https:\/\/doi.org\/10.1038\/s41559-020-01322-x<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Literatura adicional sobre o sistema visual humano e a melhor adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 luz amarela&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>1. Nussbaum JJ, Pruett RC, Delori FC. Historic perspectives. Macular yellow pigment. The first 200 years. Retina 1981; 1: 296\u2013310.<\/p>\n\n\n\n<p>2. Snodderly DM, Brown PK, Delori FC, Auran JD. The&nbsp;macular pigment. I. Absorbance spectra, localization, and discrimination from other yellow pigments in primate retinas. Invest Ophthalmol Vis Sci 1984; 25: 660\u201373.<\/p>\n\n\n\n<p>3. Hammond BR Jr, Wooten BR, Snodderly DM. Individual variations in the spatial profile of human&nbsp;macular pigment. J Opt Soc Am (A) 1997; 14: 1187\u201396.<\/p>\n\n\n\n<p>4. Wyszecki G, Stiles WS. Color Science: Concepts and Methods, Quantitative Data and Formulae, 2nd ed. New York, NY: Wiley; 1982.<\/p>\n\n\n\n<p>5. Ham WT Jr, Ruffolo JJ Jr, Mueller HA, Clarke AM, Moon ME. Histologic analysis of photochemical lesions produced in rhesus retina by short-wave-length light. Invest Ophthalmol Vis Sci 1978; 17: 1029\u201335.<\/p>\n\n\n\n<p>6. Junghans A, Sies H, Stahl W. Macular pigments&nbsp;lutein&nbsp;and&nbsp;zeaxanthin&nbsp;as blue light filters studied in liposomes. Arch Biochem Biophys 2001; 391: 160\u20134.<\/p>\n\n\n\n<p>7. Khachik F, Bernstein PS, Garland DL. Identification of&nbsp;lutein&nbsp;and&nbsp;zeaxanthin&nbsp;oxidation products in human and monkey retinas. Invest Ophthalmol Vis Sci 1997; 38: 1802\u201311.<\/p>\n\n\n\n<p>8. Sasaki M, Ozawa Y, Kurihara T, Noda K, Imamura Y, Kobayashi S, Ishida S, Tsubota K. Neuroprotective effect of an antioxidant,&nbsp;lutein, during retinal inflammation. Invest Ophthalmol Vis Sci 2009; 50: 1433\u20139.<\/p>\n\n\n\n<p>9. Beatty S, Boulton M, Henson D, Koh HH, Murray IJ.&nbsp;Macular pigment&nbsp;and age related macular degeneration. Br J Ophthalmol 1999; 83: 867\u201377.<\/p>\n\n\n\n<p>10. Age-Related Eye Disease Study 2 Research Group.&nbsp;Lutein&nbsp;+&nbsp;zeaxanthin&nbsp;and omega-3 fatty acids for age-related macular degeneration: the Age-Related Eye Disease Study 2 (AREDS2) randomized clinical trial. JAMA 2013; 309: 2005\u201315.<\/p>\n\n\n\n<p>11. Walls GL, Judd HD. The intra-ocular colour-filters of vertebrates. Br J Ophthalmol 1933; 17: 641\u201375.<\/p>\n\n\n\n<p>12. Wooten BR, Hammond BR.&nbsp;Macular pigment: influences on visual acuity and&nbsp;visibility. Prog Retin Eye Res 2002; 21: 225\u201340.<\/p>\n\n\n\n<p>13. Engles M, Wooten B, Hammond B.&nbsp;Macular pigment: a test of the acuity hypothesis. Invest Ophthalmol Vis Sci 2007; 48: 2922\u201331.<\/p>\n\n\n\n<p>14. Reading VM, Weale RA.&nbsp;Macular pigment&nbsp;and chromatic aberration. J Opt Soc Am 1974; 64: 231\u20134.<\/p>\n\n\n\n<p>15. Renzi LM, Hammond BR. The effect of&nbsp;macular pigment&nbsp;on heterochromatic luminance contrast. Exp Eye Res 2010; 91: 896\u2013900.<\/p>\n\n\n\n<p>16. Stringham JM, Hammond BR Jr. Compensation for light loss due to filtering by&nbsp;macular pigment: relation to hue cancellation. Ophthalmic Physiol Opt 2007; 27: 232\u20137.<\/p>\n\n\n\n<p>17. Stringham JM, Hammond BR Jr. The glare hypothesis of&nbsp;macular pigment&nbsp;function. Optom Vis Sci 2007; 84: 859\u201364.<\/p>\n\n\n\n<p>18. Stringham JM, Hammond BR.&nbsp;Macular pigment&nbsp;and visual performance under glare conditions. Optom Vis Sci 2008; 85: 82\u20138.<\/p>\n\n\n\n<p>19. Hammond BR Jr, Wooten BR, Engles M, Wong JC. The influence of filtering by the macular carotenoids on&nbsp;contrast sensitivity&nbsp;measured under simulated blue haze conditions. Vision Res 2012; 63: 58\u201362.<\/p>\n\n\n\n<p>20. Luria SM. Vision with chromatic filters. Am J Optom Arch Am Acad Optom 1972; 49: 818\u201329.<\/p>\n\n\n\n<p>21. Clark BA. Color in sunglass lenses. Am J Optom Arch Am Acad Optom 1969; 46: 825\u201340.<\/p>\n\n\n\n<p>22. Wolffsohn JS, Cochrane AL, Khoo H, Yoshimitsu Y, Wu S. Contrast is enhanced by yellow lenses because of selective reduction of short-wavelength light. Optom Vis Sci 2000; 77: 73\u201381.<\/p>\n\n\n\n<p>23. Loughman J, Akkali MC, Beatty S, Scanlon G, Davison PA, O\u2019Dwyer V, Cantwell T, Major P, Stack J, Nolan JM. The relationship between&nbsp;macular pigment&nbsp;and visual performance. Vision Res 2010; 50: 1249\u201356.<\/p>\n\n\n\n<p>24. McCartney EJ. Optics of the Atmosphere: Scattering by Molecules and Particles. New York, NY: Wiley; 1976.<\/p>\n\n\n\n<p>25. Engles M. The Wavelength Dependence of Intraocular Light Scattering: A Review. Saarbr\u00fccken, Germany: Lambert Academic Publishing; 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>26. Bohren CF, Fraser AB. Colors of the sky. Physics Teach 1985; 23: 267\u201372.<\/p>\n\n\n\n<p>27. Wooten BR, Hammond BR Jr, Land RI, Snodderly DM. A practical method for measuring&nbsp;macular pigment&nbsp;optical density. Invest Ophthalmol Vis Sci 1999; 40: 2481\u20139.<\/p>\n\n\n\n<p>28. Hammond BR Jr, Fletcher LM, Elliott JG. Glare disability, photostress recovery, and chromatic contrast: relation to&nbsp;macular pigment&nbsp;and serum&nbsp;lutein&nbsp;and&nbsp;zeaxanthin. Invest Ophthalmol Vis Sci 2013; 54: 476\u201381.<\/p>\n\n\n\n<p>29. Renzi LM, Hammond BR Jr, Dengler M, Roberts R. The relation between serum lipids and&nbsp;lutein&nbsp;and&nbsp;zeaxanthin&nbsp;in the serum and retina: results from cross-sectional, case-control and case study designs. Lipids Health Dis 2012; 11: 33.<\/p>\n\n\n\n<p>30. Horvath H, Gorraiz J, Raimann G. The influence of the aerosol on the color and luminance differences of distant targets. J Aerosol Sci 1987; 18: 99\u2013112.<\/p>\n\n\n\n<p>31. Hansen T, Gegenfurtner KR. Independence of color and luminance edges in natural scenes. Vis Neurosci 2009; 26: 35\u201349.<\/p>\n\n\n\n<p>32. Werner JS, Donnelly SK, Kliegl R. Aging and human&nbsp;macular pigment&nbsp;density. Appended with translations from the work of Max Schultze and Ewald Hering. Vision Res 1987; 27: 257\u201368.<\/p>\n\n\n\n<p>33. van der Veen RL, Berendschot TT, Makridaki M, Hendrikse F, Carden D, Murray IJ. Correspondence between retinal reflectometry and a flicker-based technique in the measurement of&nbsp;macular pigment&nbsp;spatial profiles. J Biomed Opt 2009; 14: 064046.<\/p>\n\n\n\n<p>34. Curcio CA, Sloan KR Jr, Packer O, Hendrickson AE, Kalina RE. Distribution of cones in human and monkey retina: individual variability and radial asymmetry. Science 1987; 236: 579\u201382.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Versando sobre os limites previstos para a temperatura cor correlata das fontes destinadas \u00e0 Ilumina\u00e7\u00e3o P\u00fablica Por Silvia Maria Carneiro de Campos \u00c9 importante ao p\u00fablico conhecer os processos que tangem a nossa participa\u00e7\u00e3o na sociedade. 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